Quero te fazer um convite...
Vamos refletir sobre a frase "a felicidade não se compra"? Por si só ela já me diz muita coisa, porém, como gosto muito de reflexões, quero compartilhar as minhas com você.
Esses dias li uma matéria com o seguinte título: "Paul McCartney vai escrever musical baseado no clássico ‘A Felicidade Não se Compra’". Lendo a matéria descobri que existe um filme bem antigo com com esse título.
O filme de Frank Capra, que foi lançado em 07 de janeiro de 1947, conta a história do empresário George Bailey (James Stewart), que sempre ajudou a todos, mas pensa em se suicidar por causa de um problema financeiro causado pelo banqueiro sr. Potter, o homem mais rico da região de Bedford Falls. Com isso, surge Clarence, um anjo enviado à Terra nas vésperas do Natal para mostrar a George o seu valor.
Como é característico da minha personalidade, comecei a refletir sobre essa frase e que mensagem ela deixa na minha vida. E quem sabe na sua também!
Quantas vezes em nossas vidas reclamamos que o dinheiro que ganhamos não é suficiente, que não conseguimos ter a vida que queremos porque ganhamos pouco? Que é impossível ser feliz levando uma vida de dificuldades. Quantas vezes você já se viu perguntando isso?
Eis um dos males da sociedade moderna. Acreditar que a sua felicidade está atrelada ao quanto você ganha de dinheiro. Não estou sendo hipócrita e nem querendo generalizar. É claro que ninguém consegue ser feliz passando fome, frio ou estando gravemente doente.
Estou me referindo a quem tem pouco e não consegue ser feliz. E também me refiro a quem tem muito e acredita que só quando tiver mais é que poderá ser feliz.
Eu conheço diversas pessoas assim. Eu já fui uma dessas pessoas. Não que seja bonito assumir isso, mas o bom mesmo é olhar para trás e sentir que eu melhorei. É me dar conta que eu evoluí como ser humano, afinal de contas, atualmente, dinheiro para mim é sim importante para pagar minhas contas, mas o restante do que eu preciso fazer com ele é que mudou radicalmente.
E eu não acho errado você querer ter bens materiais. O que para mim faz mais sentido atualmente é entender que essas coisas não me trazem felicidade.
Depois de tomar tantas pauladas na cabeça, entendi que não é o dinheiro que me fará feliz. E quando eu entendi naturalmente que a felicidade não se compra eu optei por abrir mão de tudo o que vivi antes para recomeçar.
Hoje, mesmo morando fora do Brasil, vivo com muuuuuito menos do que eu vivia há um ano quando ainda morava no Brasil.
Meus objetivos relacionados a dinheiro se resumem a ter o suficiente para pagar minhas despesas mensais e poder guardar e investir uma parte para fazer viagens. Prefiro experiências, em vez de coisas. Compro coisas por necessidade. Dou muito mais valor a uma janta com os amigos do que uma roupa nova.É tudo muito simples: se você é daquelas pessoas que eu mencionei acima, que acha que a felicidade só vai chegar quando você tiver mais dinheiro, quando você puder ter um carro melhor, uma casa maior, comprar roupas novas, viajar para Estados Unidos e Europa, ter uma coleção de jóias ou bolsas caras, REFLITA!
Você já pensou que se esses desejos não se realizarem você nunca será feliz? Que você terá passado toda a sua existência querendo sempre mais?
Não sei como essa pergunta soa na sua cabeça, mas na minha tudo mudou. Eu simplesmente decidi que eu não queria passar por essa vida sem ser feliz, sem ter motivos diários de felicidade, sem importar o tamanho do motivo.
Pense em uma pessoa que você ama muito e que está sempre com você (mesmo que não more perto). Pensou? Certo. Então agora imagine que você não tem mais essa pessoa. Que ela não está mais entre nós, que você perdeu a presença dela na sua vida. Triste não?
Por isso, que felicidade não se compra. Ela está nas pessoas que amamos, está nas pequenas coisas, está na nossa saúde física e emocional. Deixe essa ideia entrar na sua mente e reflita sobre ela todos os dias.
Um abraço.
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